13 de maio de 2015

Entidades bonfinenses pedem implantação do Distrito Industrial

Entidades bonfinenses entraram na luta pela implantação do Distrito Industrial em Senhor do Bonfim. Um ofício, assinado pelos presidentes da Associação Comercial Industrial e Agrícola de Senhor do Bonfim (Aciasb), Anfilófio Pereira Neto (Bó); da Cooperativa Mista Agropecuária de Senhor do Bonfim (Comasb), José Ranulfo Guimarães, e da Cooperativa de Crédito de Senhor do Bonfim (Sicoob), Rogério Soares, foi encaminhado ao diretor presidente da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial do Estado (Sudic), Jairo Pinto Vaz. A entrega foi feita pessoalmente nesta quarta-feira (13) pelo ex-deputado Carlos Brasileiro, na sede do órgão, ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).

No documento, os líderes empresariais lembram que a implantação de um distrito industrial em Senhor do Bonfim, antiga reivindicação do município, vem sendo estudada há alguns anos, após demanda apresentada pelo então deputado Carlos Brasileiro, através de emenda parlamentar encaminhada ao governo estadual. “Esta é uma luta de toda a sociedade bonfinense, face à necessidade de criar alternativas empreendedoras para o desenvolvimento do nosso município, sobretudo em segmentos que temos vocação, como confecções, alimentos, calçados, pré-moldados, beneficiamento mineral, entre outros”, diz o ofício.

Os presidentes das entidades citaram que Senhor do Bonfim é sede regional de um território que engloba uma população de cerca de 350 mil habitantes, e também reflete influência sobre municípios de regiões próximas. Além de polo comercial, educacional e de saúde, possui importante bacia leiteira e está ao centro de uma região com forte vocação mineral, com mineradoras já implantadas.

No encontro, Jairo informou a Brasileiro que pretende visitar Senhor do Bonfim, para verificar as possíveis áreas para implantação de um Distrito Industrial. Técnicos da Sudic já estiveram em Bonfim, onde fizeram uma análise de áreas viáveis, levando em conta critérios como topografia, eixos rodoviários, energia, impactos ambientais e proximidade de área urbanizada. O formato para implantação poderá se dar através da Parceria Público-Privada (PPP). Após a área escolhida, o governo poderá investir na infraestrutura de 20% dela, implantando vias e garantindo água, luz, rede de esgoto e pavimentação. O empresário que fizer a parceria se encarregará de vender as outras áreas para o setor privado e terminar a infraestrutura de toda a área escolhida.