30 de junho de 2014

Brasil retira 36 milhões da miséria e bate meta da ONU para mortalidade infantil

Desde 2002, quando o País conquistou o pentacampeonato de futebol, 36 milhões de brasileiros saíram da situação de extrema pobreza. Essa revolução é resultado dos programas de inclusão social, que têm na linha de frente o programa Bolsa Família. Esse programa é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como bom exemplo de política pública para redução das desigualdades sociais e combate à fome.
“O mundo todo olha o Brasil não só por conta da Copa do Mundo, mas também pelo sucesso de nossas políticas de combate à pobreza”, disse a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

Segundo a ministra, os resultados obtidos até agora permitem derrubar alguns mitos com relação ao Bolsa Família. O primeiro mito era de que as mulheres teriam mais filhos para receber mais recursos do programa. Isso não ocorreu: a taxa de fecundidade caiu nesse período, principalmente entre os beneficiários do Bolsa Família. Segundo dados do IBGE, a taxa de fecundidade no Brasil caiu de 2,4 filhos por mulher no ano 2000 para 1,77 em 2013.
O segundo mito era de que as pessoas gastariam mal o dinheiro do benefício, mas as pesquisas demonstram que o recurso vem sendo gasto prioritariamente com itens como alimentação, roupas, calçados e medicamentos. O terceiro mito era de que as pessoas deixariam de trabalhar para viver somente dos benefícios. “Os dados mostram que 70% dos adultos beneficiados pelo programa trabalham”, destacou a ministra.
Tereza Campello apontou que a mortalidade infantil por desnutrição caiu 58% desde 2002. Isso permitiu ao Brasil alcançar já em 2011 a Meta do Milênio para este item, fixada pela ONU para o ano de 2015.