1 de outubro de 2013

Servidores do setor de controle de endemias são demitidos e situação de muriçocas pode se agravar

 A Prefeitura de Bonfim demitiu hoje (01) dez servidores contratados na atual gestão e que atuavam na Coordenação de Endemias da Vigilância Epidemiológica do Município. Os demitidos alegam que, além de dispensados, desde o mês de junho não recebem seus salários. Eles afirmaram ainda  que não receberam qualquer definição de quando poderão receber seus vencimentos.

O grupo procurou a reportagem do Bonfim Agora e fez várias denúncias, inclusive no combate às muriçocas e ao aedes aegypti. “Se a população tem reclamado da quantidade do número de muriçocas, vão reclamar ainda mais, por que dos 6 ciclos que são executados para o combate das muriçocas desde a fase de larva, somente 4 foram cumpridos. Para que o combate seja eficiente é necessário a execução dos 6 ciclos. O problema nisso tudo é que com o grande crescimento no número de muriçocas, está crescendo também o número de aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue”, afirmou agente demitido Rogério Monteiro de Oliveira.

O setor de combate a endemias do município contava com 63 agentes, sendo 53 concursados. Os 10 contratados foram dispensados. Segundo o agente de endemia Marcelo Alves Costa, também demitido na manha desta terça-feira, o desrespeito com o servidor contratado era grande. “Estamos sem receber salário desde o mês de junho. Toda vez que tentamos conversar com o secretario de saúde, ouvíamos de sua secretária que ele não poderia nos atender. A gente que tem contas pra pagar e não vem recebendo os nossos salários", afirmou . Outro problema que eles enfrentaram durante o tempo em que trabalharam, segundo informaram, era a forma como recebiam seus salários. Segundo eles, a OCIP responsável pela quitação realizava o pagamento de maneira parcelada, o que é proibido por lei.

Segundo os agentes dispensados, no mês de setembro, por falta de material de trabalho, como seringas, prato, medidor (proveta) e colher de soro caseiro, eles ficaram sem trabalhar, e apenas auxiliaram outros servidores que possuíam material. Ainda segundo eles, com a saída dos agentes vai ser bastante prejudicado.

No comunicado de exoneração, assinado pelo prefeito Edivaldo Correia e pelo secretário de Saúde, Washington Sobreira, justifica-se a necessidade do Governo Municipal adequar a folha de pagamento ao limite prudencial estabelecido pelo Tribunal de Contas dos Municípios, sob pena de futuros problemas. "Somos obrigados, na condição de gestores municipais, a enxugar o atual quadro de prestadores de serviços.