24 de outubro de 2013

Senador diz que clientes do Telexfree entraram em roubada

O vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), pela primeira vez se manifestou sobre o imbróglio envolvendo as empresas do chamado marketing multinível, investigadas por formação de pirâmide financeira - como Telexfree e BBom. Ele usou a sua fan page no Facebook para dizer que os divulgadores dessas empresas "entraram em uma verdadeira roubada".


Viana citou o caso das empresas Bbom e Telexfree (Ympactus Comercial Ltda), e se disse preocupado com o "verdadeiro drama de milhares de pessoas do Acre e de outros Estados". "Não são donos de empresas, não são investidores e, além de não ganharem dinheiro, perderam o pouco que tinham", escreveu. A Telexfree, que vende planos de minutos de telefonia de voz sobre protocolo de internet (VoIP na sigla em inglês), foi proibida de operar no final de junho por acusação de praticar pirâmide financeira. A operação do negócio está bloqueada, por tempo indeterminado, a pedido do MP-AC (Ministério Público do Acre). A Bbom fornece rastreadores de veículos e também está com as atividades bloqueadas.

Viana citou a decisão da juíza Thaís Khalil, responsável pelo processo da Telexfree, de liberar parte do dinheiro bloqueado da empresa para sanar dívidas relativas à construção de um hotel no Rio de Janeiro. A decisão ocorreu na semana passada. Viana ainda comentou que a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) deve ajudar a separar "o joio do trigo".