28 de outubro de 2013

População sofre na saúde e obras da UPA continuam paralisadas

Completo abandono e descuido com o patrimônio publico. Este é o quadro da situação da obra da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Senhor do Bonfim. O local está abandonado, coberto de mato, cercas caindo e até mesmo a placa que indicava o local da obra caiu e foi colocada encostada no galpão. O Ministério da Saúde liberou para a Prefeitura R$ 1,02 milhão para construção da unidade, cuja obra foi iniciada em abril de 2011. Mas, até o momento, a população continua sem os serviços. Vale ressaltar que a obra foi deixada, ao final da gestão anterior, na sua fase final, de acabamento.


No mês de março os vereadores de oposição já haviam denunciado a paralisação da obra. O vereador Ivan Barbosa se mostrou indignado: “Eu acho isso um absurdo. Como pode uma obra dessa importância está abandonada dessa maneira? O recurso chegou e basta a prefeitura concluir a obra para termos mais uma opção para salvar a vida dos bonfinenses,” falou. 

A equipe do Bonfim Agora procurou o secretário de saúde, Washington Sobreira, para saber se há previsão para a conclusão. Em março, ele afirmou que a Prefeitura estaria buscando formas para acelerar a obra e apontou alguns entraves desse processo. “Estamos tendo uma dificuldade até mesmo no que diz respeito à água para dar continuidade aos serviços. Acredito que até julho a UPA poderá estar concluída”, informou. Ele lembrou ainda que não bastava apenas construir a unidade, e eram necessários recursos para manutenção. Até o fechamento desta matéria, a equipe do Bonfim Agora buscou contato com o secretario de Saúde do município, mas não houve retorno.

Funcionamento - A UPA funciona como uma unidade intermediária entre os centros de saúde e os hospitais. Ajudam a desafogar os prontos socorros, ampliando e melhorando o acesso aos serviços de urgência no Sistema Único de Saúde (SUS). Essas unidades atendem a casos de saúde que exijam atenção médica intermediária como problemas de pressão, febre alta, fraturas, cortes e infartos, evitando que estes pacientes sejam sempre encaminhados aos prontos-socorros dos hospitais.

Elas funcionam 24 horas e trabalham de forma integrada com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Sua estrutura básica conta, normalmente, com equipamentos de raio-X, eletrocardiografia, laboratório de exames e leitos de observação, e soluciona em média 97% dos casos.