25 de julho de 2013

Senhor do Bonfim não se inscreve no Programa Mais Médicos

 Mesmo apresentando deficiência no sistema de Saúde, sobretudo com carência de profissionais, Senhor do Bonfim pode ficar de fora do Programa Mais Médicos. Até ontem (24), a prefeitura bonfinense não havia inscrito o município no projeto do Governo Federal, conforme lista divulgada pelo Ministério da Saúde. O programa pretende levar mais médicos ao interior e periferia das grandes cidades. Hoje, 25 de julho, é o último dia para inscrição.


Os profissionais que atuarão no programa receberão bolsa federal de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, mais ajuda de custo, e farão especialização em atenção básica durante os três anos do programa. Os municípios ficarão responsáveis por garantir moradia e alimentação aos médicos, além de ter acesso a recursos do ministério para construção, reforma e ampliação das unidades básicas. A prioridade nas vagas será de médicos brasileiros, e somente as que não forem preenchidas serão oferecidas aos estrangeiros.

Em toda a Bahia, o Programa Mais Médicos registrou 233 municípios inscritos até ontem, o equivalente a 50% das cidades do estado. Desse total, 154 estão nas regiões baianas de maior vulnerabilidade social e consideradas prioritárias. No Brasil todo, 2.552 municípios aderiram ao programa, o equivalente a 45,8% das cidades brasileiras.

“Com este programa estamos enfrentando um dos grandes desafios da saúde pública brasileira, que é levar mais médicos para perto da população, especialmente para as regiões onde faltam profissionais. Sabemos que um médico junto da população faz diferença. Além disso, estamos fortalecendo a atenção básica, que é capaz de resolver 80% dos problemas de saúde sem a necessidade de recorrer a um hospital”, esclarece o ministro, Alexandre Padilha.

INFRAESTRUTURA – O Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país. Em todo o país, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação estarão investindo R$ 15 bilhões até 2014 na infraestrutura da rede pública de Saúde. Deste montante, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e de 16 mil unidades básicas. Outros R$ 5,5 bilhões serão usados na construção, reforma e ampliação de unidades básicas e UPAs, além de R$ 2 bilhões para 14 hospitais universitários.


CONFIRA LISTA DOS MUNICÍPIOS BAIANOS INSCRITOS