30 de julho de 2013

Movimento gay vê evolução em declaração do papa

A declaração feita pelo papa Francisco, na qual diz que os gays não devem ser julgados, foi vista de forma positiva pelo movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e de maneira "confortável" pelos religiosos da CNBB (Conferência Nacional de Bispos no Brasil).

"Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-lo? O catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas integrados na sociedade", afirmou Francisco aos 70 jornalistas que embarcaram com ele a Roma. O papa ficou uma semana no Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu no Rio de Janeiro entre os dias 23 e 28 de julho.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, 67, reafirmou a declaração do papa dizendo que "é um grande conforto o papa Francisco falar desta maneira. A igreja acolhe e é contra o preconceito a qualquer orientação", afirmou.