11 de julho de 2013

Ministro aposta em curso mais longo para 'humanizar' medicina

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a proposta do governo federal de ampliar a duração dos cursos de medicina - com trabalho obrigatório e supervisionado no Sistema Único de Saúde (SUS) - vai garantir a humanização do atendimento médico no País. "Queremos oferecer à população médicos mais bem formados, com uma visão mais humanista, que saibam examinar um paciente, que não tenham medo disso, que não fiquem só dependentes de equipamentos", disse o ministro.

Segundo Padilha, hoje os estudantes de medicina fazem os dois últimos anos do curso, que tem duração de seis anos, dentro de hospitais universitários altamente especializados, sem foco na atenção básica. "Às vezes ele (estudante de medicina) vê o paciente um dia só, poucos dias, não sabe o que é tratar uma pessoa fora de um hospital. E a gente sabe que a maior parte dos problemas de saúde deve ser resolvida fora dos hospitais", justificou.

Ele ainda lembrou que outros países do mundo, como a Inglaterra e Bélgica, colocam seus estudantes de medicina em treinamento no serviço de atenção básica, com enfoque mais generalista para acompanhar os pacientes. Ele ainda disse que essa ampliação do curso não vai significar grande atraso na formação, já que um ano poderá ser convertido no tempo da residência médica. "Estamos preocupados com médicos bem formados", afirmou.

O ministro também aproveitou para rebater críticas das entidades médicas sobre a vinda de profissionais do exterior. Segundo Padilha, as vagas só serão abertas para estrangeiros se não forem preenchidas por médicos formados no Brasil. A remuneração será de R$ 10 mil mensais.