16 de julho de 2013

Justiça determina devassa total nas contas do Bahia

O juiz da 28ª Vara Cível, Paulo Albiani, proferiu despacho com quatro medidas de suporte ao advogado Carlos Rátis no processo de intervenção no Bahia. A decisão, publicada segunda no Diário da Justiça, vem seis dias após a diretoria executiva e o Conselho serem destituídos, em decisão unânime dos desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia.

No documento, Albiani determina “auditoria rigorosa no clube” e pede a “fiscalização dos representantes do Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal”. “Não tem funcionário nem no financeiro e nem no RH. Não aparece ninguém aqui”, criticou Rátis, admitindo que o seu trabalho tem sido dificultado, a exemplo do que já ocorreu nas duas intervenções anteriores.

Por este fato, foi “autorizada a expedição de mandado de intimação a qualquer funcionário” que esteja “criando embaraço” e se abre a possibilidade para que sejam “adotadas providências judiciais enérgicas”. O“sumiço da CPU”, durante a intervenção de março do ano passado, também é citado.

Albiani solicita ao Ministério Público da Bahia que “adote as providências reputadas necessárias, a fim de promover a persecução criminal”. À época, após liminar que o reconduziu à presidência, Marcelo Guimarães Filho fez graça no Twitter: “ÔÔÔÔÔÔ, a CPU voltou...”. (Correio)