4 de julho de 2013

Diretor de escola na zona rural denuncia falta de condições de trabalho

André Ribeiro de Araújo, diretor da Escola Municipal Antonio José de Souza, localizada no distrito de Tijuaçu, denunciou a falta de respeito com os funcionários contratados e a falta de estrutura para dar continuidade ao ano letivo. “Hoje estamos reiniciando as aulas, voltamos sem condição de funcionar, com poucos alunos e falta do pessoal de apoio", disse. 

A escola funciona com nove funcionários como: Merendeira, Assistente de sala de aula, serviço geral, zeladora, assistente administrativa, portaria e vigilante. "Desde que começou o ano letivo que nós recebemos esses funcionários que foram contratados. Dois desses funcionários foram por indicação de vereador. A Escola Municipal Antonio José de Souza tem 327 alunos divididos em 16 turmas onde lecionam 14 professores. Eu fiquei sabendo que o chefe de gabinete Ricardo Aquino tinha dito a esses servidores que eles estavam demitidos. Essas pessoas fizeram compromissos no comércio, compromisso de aluguel e agora estão demitidos”, desabafou André Ribeiro de Araújo.

Segundo André, foi alegado a existência de um ofício que teria sido entregue aos diretores, comunicando a existência de contrato de prestação de serviço pelo período três meses desses contratados. Ele nega. "Como é que uma escola começa com seis contratados e vem diminuir 50% desse pessoal de apoio? Alguns desses servidores começaram a trabalhar no dia 18 de março, outros no mês de abril. A nossa educação precisa melhorar, a saúde precisa melhorar e principalmente o respeito ao funcionalismo publico. Nós temos funcionários efetivos como serviço geral e vigilante que ate o dia de ontem não haviam recebido”, informou.

O diretor falou ainda sobre o caos que vive a saúde do distrito, relatando que uma criança caiu, machucando a boca na área de lazer da escola durante uma brincadeira e às 15h já não havia carro trazer a criança para o Hospital Regional. O posto de saúde de Tijuaçu, segundo ele, só está funcionando ate as 14h. "Além disso, não tem medicamentos e material cirúrgico como luvas. As enfermeiras do posto querem trabalhar, mas não tem estrutura", disse.