2 de maio de 2013

Pedreiros ameaçam abandonar obra da UPA por falta de salários

Trabalhadores da obra de construção da Unidade de Pronto Atendimento – UPA de Senhor do Bonfim ameaçam abandonar os serviços. Durante o programa Canal Aberto, da Rádio Caraíba, eles informaram que estão sem receber salários desde janeiro deste ano. O Ministério da Saúde liberou R$ 1.028.690,47 para a prefeitura realizar a construção, que foi iniciada em abril de 2011. Mas, até o momento, a mesma não foi finalizada.


“Eu e meus colegas estamos há três meses sem receber salários. Domingo, encontramos o prefeito, que disse que não sabia disso. Se não sabia, agora já tá sabendo. Conversamos com ele e com a equipe toda e disseram que o problema pra gente receber esse dinheiro é com o tal do Aquino. Ai ficaram dizendo vai lá Aquino assinar, fazendo chacota com a gente", afirmou Antônio Carlos dos Santos, que representou os operários. Segundo ele, o representante da Prefeitura tem que assinar um documento, dando despacho para que o pagamento seja efetuado. Os recursos já estariam disponíveis na Caixa econômica. O trabalhador disse que já não passa em algumas ruas da cidade por estar devendo. "Um colega da obra ia sendo preso por atraso na pensão alimentícia e só não foi preso porque o engenheiro emprestou dinheiro pra ele pagar", informou.

Funcionamento - A UPA funciona como uma unidade intermediária entre os centros de saúde e os hospitais. Ajudam a desafogar os prontos socorros, ampliando e melhorando o acesso aos serviços de urgência no Sistema Único de Saúde (SUS). Essas unidades atendem a casos de saúde que exijam atenção médica intermediária como problemas de pressão, febre alta, fraturas, cortes e infartos, evitando que estes pacientes sejam sempre encaminhados aos prontos-socorros dos hospitais. Elas funcionam 24 horas e trabalham de forma integrada com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Sua estrutura básica conta, normalmente, com equipamentos de raio-X, eletrocardiografia, laboratório de exames e leitos de observação, e soluciona em média 97% dos casos.