18 de abril de 2013

Sete pessoas são denunciados por crimes durante greve da PM

Sete pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal na Bahia por diversos crimes, a maioria crimes contra a segurança nacional, praticados durante a greve da Polícia Militar no ano passado. Entre os denunciados estão o vereador e ex-policial militar Marco Prisco e o vereador de Jequié Gilvan Souza Santana. Para o MPF, os políticos obtiveram lucros políticos nas eleições de 2012 por conta da greve.
Os outros denunciados são o cabo Jeoás Nascimento dos Santos, os soldados Josafá Ramos dos Santos e Jeane Batista de Souza, o líder da greve dos Bombeiros no Rio de Janeiro, Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, e David Salomão dos Santos Lima, de Vitória da Conquista. A denúncia, feita no dia 9 de abril, foi divulgada nesta quarta-feira (17).

Os sete responderão por crimes previstos na Lei de Segurança Nacional, no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente - entre eles, associar-se a mais de três pessoas em bando armado para cometer crime, impedir o livro exercício de qualquer um dos Poderes da União ou dos Estados com uso de violência ou grave ameaça, apodera-se de veículo de transporte coletivo, ameaçando a tripulação ou passageiros, praticar sabotagem contra instalações militares, paralisar total ou parcialmente atividade ou serviço público essencial para a defesa, incitar a subversão da ordem política ou social, constituir organização paramilitar ou milícia particular e submeter criança ou adolescente sob sua autoridade ou vigilância a constrangimento.

"Quadrilha armada"

Segundo a denúncia do MPF, os sete denunciados formaram uma quadrilha armada com objetivo de "lesar e expor a perigo o Estado". Para o órgão, a greve teve "nítida motivação política", aterrorizou a população e executou "uma série de crimes".

O MPF também diz que os denunciados fizeram o possível para prolongar a greve, para que policiais de outras cidades e estados aderissem. O órgão também acredita que a época da paralisação, às vésperas do Carnaval, também pretendia o "aumento dos próprios capitais políticos dos denunciados", além de pressionar pela aprovação da PEC n 300/2008, que estabelecia um piso salarial para a categoria. (Ibahia)