10 de abril de 2013

Seca já matou mais de 500 mil cabeças de gado no semiárido baiano

O governo do Estado anunciou que os efeitos da estiagem tendem a piorar agora no mês de abril, quando historicamente começa a temporada sem chuvas no interior. De acordo com os números divulgados, mais de 500 mil cabeças de gado já morreram no semiárido baiano por causa da seca, e, nos laticínios, a quebra foi em torno de 70%.


O presidente da Associação Baiana dos Expositores (Abexpo), Jaime Fernandes, comentou a situação. “Precisamos entender que a seca é um fenômeno regular para o Nordeste brasileiro, assim como o inverno o é para a Ásia, Estados Unidos ou Europa. Temos de conviver com ela, prover água, investindo em infraestrutura, e comida, mesmo que chova. Só assim poderemos atravessar este período”, disse.

De acordo com a presidente do Conselho Estadual de Medicina Veterinária, Ana Elisa Almeida, a situação de produtores, veterinários e zootecnistas no estado é preocupante. “A seca desemprega. Temos relatos de diversas propriedades demitindo mão de obra em todos os níveis, inclusive veterinários e zootecnistas, que hoje passam por uma situação preocupante. É um flagelo social”, disse a presidente do Conselho, que elogiou a iniciativa da Abexpo em promover o Congresso neste momento de crise.

O secretário da Agricultura, Eduardo Salles, apresentou as ações emergenciais e estruturantes que estão sendo implantadas através do governo do Estado, em parceria com a Presidência da República, Conab, agentes de crédito e outros. Dentre eles, a captação de 80 mil toneladas de milho para a Bahia, “por ordem expressa da presidente” via navegação cabotagem. O milho será disponibilizado pelo valor subsidiado “de balcão”, e poderá ser vendido num limite de seis mil toneladas por produtor. “Ao lado disso, vamos trabalhar para a produção de forrageiras nos perímetros irrigados, para a complementação da ração animal”, disse.