9 de abril de 2013

Homem que forjou morte da 'mulher-ketchup' foi recapturado pela polícia

Iranildes virou a Mulher Ketchup
O homem acusado de forjar a morte da 'mulher-ketchup' para dividir R$ 1 mil sem cometer o crime foi recapturado pela polícia de Senhor do Bonfim. Carlos Roberto de Jesus estava foragido desde o dia 29 quando escapou junto com outros 10 presos da delegacia do município. Segundo o delegado Felipe Neri, coordenador da 19ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), Carlos Roberto estava preso por roubo e ainda deve responder pelo crime de dano contra o patrimônio.

"Eles cavaram um buraco na parede para fugir, mas foi recapurado após uma denúncia anônima em Pindobaçu", disse o delegado. O crime do catchup ganhou repercussão na imprensa internacional em 2011. Carlos Roberto foi acusado de estelionato depois de ser contratado para matar Iranildes Aguiar, a Lupita, em Pindobaçu, mas desistiu ao ver que conhecia a vítima. Maria Neuza Pereira, a mandante, tinha um caso com o companheiro de Lupita e foi isso que a levou a contratar o ex-presidiário Carlos Roberto Alves Junior para assassinar a rival.

No dia do crime, em 24 de junho, Carlos Roberto percebeu que conhecia vítima e decidiu encenar a morte usando molho ketchup e uma faca. Ele ainda tirou uma fotografia da falsa morta, e entregou à Maria Nilza como prova do crime. Ele recebeu R$ 1 mil em troca do “assassinato”. Os dois dividiram o valor do crime. A farsa foi descoberta três dias depois, quando Erenildes viu o ‘assassino’ e ‘vítima’ na feira - os dois estariam aos beijos. Nilza foi à delegacia denunciar que havia sido roubada por Carlos. Chamado a depor, o homem entregou tudo. Mais do que a própria Mulher-Ketchup, a suposta mandante do crime também aguenta zoação. “Ela foi muito besta de acreditar naquilo. Isso tem que virar filme de comédia”, disse a vendedora Ana Paula Cardoso, 24.

Condenados
Assim como Carlos Roberto, Erenildes foi condenada por estelionato. Ao invés de executar o serviço, eles forjaram o assassinato e dividiram o dinheiro. Os dois podem pegar até cinco anos de reclusão. Já Maria Nilza Simões, que teria contratado Carlos por R$ 1 mil para matar Erenildes, pode ficar presa por até oito anos. No inquérito, ela foi indiciada por ‘denunciação caluniosa’ porque quando descobriu, em julho, que o crime não foi cometido, procurou a polícia para denunciar Carlos pelo roubo do dinheiro. (Com informações do Correio)