29 de abril de 2013

Ex-prefeito e atual governo trocam acusações por negativa da Bahiatursa

O atual Governo Municipal, através da Secretária de Indústria, Comércio e Turismo, culpou a gestão anterior pela situação negativa da Prefeitura de Senhor do Bonfim no Sistema de Convênios (Siconv), o que impediu o município de receber recursos da Bahiatursa para o São João. A estimativa é que Bonfim deixou de receber algo em torno de R$120 mil da empresa de turismo do Estado.


De acordo com informações do atual governo, a gestão anterior não prestou contas de convênios. O secretario Valberto Silva informou, em nota da Ascom, que esteve na capital por duas vezes, na tentativa de protocolar o projeto São João 2013. Segundo informações da Prefeitura, as providências de regularização de certidão estavam sendo tomadas simultaneamente junto às negociações com a Bahiatursa. Mas, o Município não conseguiu atender às exigências.

O ex-prefeito Paulo Machado, no entanto, negou as informações da atual gestão. “O Convênio com a Bahiatursa, de 2012, teve sua prestação de contas entregue em agosto do ano passado, não chegando ao nosso conhecimento notícia de pendência alguma", afirmou. Segundo ele, o Siconv apresenta pendências, que dificultam assinatura de novos convênios, por outras razões, e que seriam de responsabilidade da nova administração.

Machado citou como exemplo convênio do Ginásio de Esportes Paulo Braga, com a Sudesb, que continuou em execução, foi repassada mais uma parcela em termo aditivo para a administração que assumiu em janeiro. Mas, " o governo uma nova realidade não prestou contas desse recurso que ele recebeu e utilizou na obra", informou. Ele citou ainda convênio do Artesanato Mineral, com a CBPM. "As pequenas diligências que foram demandadas a partir de nossa prestação de contas não chegaram às nossas mãos, e cabe ao governo atual saná-las. Mas, providências nesse sentido ainda não foram tomadas", disse.

O ex-prefeito informou ainda, em nota, que convênio de construção do PSF do Minha Casa Minha Vida, obra já concluída, demanda que o governo atual deposite, pela Secretaria de Saúde, pouco mais de R$ 20 mil , a título de contrapartida e cobertura. "Há dois meses comunicamos o fato ao atual governo e o problema não foi resolvido", afirmou. Para Machado, se o governo atual não se dispuser a resolver as pendências, o Município estará sempre no Siconv e proibido de assinar novos expedientes.