17 de abril de 2013

Assembleia discute importância das ONGs para o desenvolvimento do estado

A Assembleia Legislativa realiza nesta quinta-feira (18), a partir das 9h30, sessão especial para discutir “A importância das Organizações Não Governamentais (ONGs) no desenvolvimento Social, Econômico e Produtivo da Bahia”. De autoria do deputado Carlos Brasileiro (PT) e proposta em conjunto com toda a bancada do Partido dos Trabalhadores na Casa, a sessão contará com a participação de representantes de entidades de todo o estado e em vários seguimentos de mobilização social. Entre os presentes estarão o secretário adjunto da Secretaria Nacional de Economia Solidária, Roberto Marinho Silva, e o secretário estadual de Relações Institucional, César Lisboa.


“Pretendemos debater e mostrar como as entidades do terceiro setor são importantes para a sociedade”, afirmou Brasileiro. Ele destacou que a ONGs contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, baseadas no diálogo, na diversidade e na valorização do coletivo. O deputado afirmou que a população precisa ser informada e conscientizada sobre a importância das ações e os resultados propiciados pelas entidades, que atuam em áreas como educação, meio ambiente, cidadania, qualificação profissional, inclusão produtiva, entre diversas outras.

O diretor nacional da Associação Brasileira de Organizações não Governamentais (Abong) e coordenador da ong baiana Vida Brasil, Damien Hazard, destacou ser este um momento importante. “Ainda há um certo desconhecimento do papel das ONGs. Há necessidade de uma reflexão política sobre as entidades, pois, hoje, parte da opinião pública tem uma visão distorcida. Servimos ao interesse público tão quanto os governos”, disse. Segundo Hazard, vem acontecendo nos bastidores da vida social e política uma “crise silenciosa, profunda e perversa, que afeta diretamente as ONGs brasileiras, na qual a democracia só tem a perder”.

O diretor da Abong, que também é membro do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial, lembrou que as primeiras entidades a se autodenominarem de organizações não governamentais no Brasil surgiram no período da Ditadura Militar, e muitas contribuíram para o processo de redemocratização do país, dando sentido aos termos cidadania, educação popular, participação política e direitos humanos. “Elas estimularam a criação e estruturação de redes, introduziram tecnologias sociais e ambientais inovadoras”, informou Damien Hazard. Ele indagou o que seria da Bahia e da sua dinâmica social e política se não tivessem ocorrido ações de ONGs como a Cese, no apoio a pequenos projetos; o Gapa-Ba, no combate ao HIV; a Cipó, na disseminação da educomunicação; o Gamba, na promoção de uma sociedade ambientalmente sustentável; a Vida Brasil, na promoção da acessibilidade, entre tantas outras.

Entre as entidades convidadas, além das já citadas, estão o Olodum, Avante, Chame, Federação das Associações de Bairro (Fabs), Conselho de Entidades Negras (Conen), Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), Instituto da Mulher Negra, Cáritas, Germen, GGB, CESE, FES, Ilê-Aiyê, CAA, Movimento de Organização Comunitária (MOC), Projeto Axé, entre diversas outras.