28 de março de 2013

Líderes partidários defendem renúncia de Pastor Feliciano da Comissão

A Páscoa pode ser decisiva para a continuidade do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara. O feriado cristão foi o intervalo dado por líderes dos partidos da Casa para o parlamentar – que também é pastor da igreja evangélica Assembleia de Deus Catedral do Avivamento – refletir sobre uma possível renúncia. “Estamos construindo no colegiado de líderes o consenso de que ele deve renunciar. Isso será pedido a ele em uma reunião próxima terça-feira (2)”, afirma o líder petista, José Guimarães (PT-CE).


De um total de 13 dos 17 líderes e vice-líderes que substituem titulares em viagens, nove deles são contra a manutenção de Feliciano na comissão. São eles: Beto Albuquerque (PSB), Eduardo Cunha (PMDB), Eleuses Paiva (vice-líder do PSD), George Hilton (PRB), Ivan Valente (PSOL), José Guimarães (PT), Manuela D’Ávila (PCdoB), Ronaldo Caiado (DEM) e Rubens Bueno (PPS). Outros quatro representantes se disseram neutros: André Albuquerque (PDT), Anthony Garotinho (líder do bloco PR, PTdoB, PRP, PHS, PTC, PSL e PRTB), Carlos Sampaio (PSDB) e Roberto Britto (vice-líder do PP). Não foram encontrados os líderes do PEN, PMN, PSC e PTB. O líder do PSC, André Moura, contudo, defendeu a saída de Feliciano em reunião do partido e representantes da bancada evangélica na última terça-feira.

Imagem do Congresso


A avaliação do colegiado de líderes é a de que a polêmica em torno de Feliciano prejudique a imagem da Câmara. Eles começaram a ficar incomodados com a insistência do deputado em seguir na comissão em meio ao aumento de protestos de manifestantes no interior do Congresso. “Não há nenhuma preocupação dele com o desgaste dos parlamentares. E um projeto pessoal não pode prejudicar a todos. Ele está capitalizando essa situação para si”, afirma o líder do PPS, Rubens Bueno. “Não há condições de Feliciano continuar na comissão. A Casa não pode pagar por isso (de ter a imagem prejudicada)”, diz.

Para o vice-líder do PSD, Eleuses Paiva, é preciso resolver o clima de “guerra santa” vivido pelo Congresso nas últimas semanas. “Essa reunião será para construir uma solução que evite mais desgaste para o parlamento, a própria comissão e o partido do Feliciano.”